Uma paisagem pessoal (e culpada), 2024
Instalação / Ferro, madeira, vidro, plástico, borracha, azulejo, corda, tecido, fita adesiva, ténis, roupa, latas
tubos de tinta vazios, cola, cola para madeira, tinta seca, linóleo, resina e tinta acrílica, entre outros
Dimensões variáveis
Esta é a segunda parte de um projeto que surgiu em 2022 a partir de reflexões pessoais diretamente relacionadas com a situação provocada pela pandemia. Trata-se de uma instalação feita a partir de coisas, maioritariamente pessoais e algumas encontradas, que me acompanharam e que fui acumulando ao longo dos anos. O resultado foi uma instalação que formalmente assumiu o aspeto de um ambiente natural, quase como uma floresta.
Entre outras questões, reflicto sobre o facto de o nosso atual modelo de consumo estar a devastar o nosso planeta ou estar a acontecer como consequência da utilização maciça de plástico. Este último, um hiperobjecto, tal como definido por Anthony Morton, está massivamente distribuído no tempo e no espaço em relação aos seres humanos. Não só nos rodeia como, através da água e dos alimentos, já começou a fazer parte dos nossos organismos e a interagir com o nosso ADN. É curioso que os geólogos tenham começado a estudá-lo como um novo mineral dominante no nosso tempo: o Antropoceno.
PROJECTO REALIZADO COM A AJUDA À CRIAÇÃO DE NAVARRA E A AJUDA À CRIAÇÃO 2023 DA COMUNIDADE DE MADRID










