Da série «Cartografia Total», 2024

Papel cortado à mão / Cartolina para aguarela Fabriano Cold Press de 300 g, isenta de ácido, e vidro de museu

200 × 150 cm (78,7 × 59,0 pol.)

A metodologia de trabalho desenvolvida pelos artistas nas suas obras mais recentes baseia-se na transposição, para o domínio da arte, de ferramentas e procedimentos próprios da ciência.

A sua prática articula-se em torno de questões fundamentais para o desenvolvimento das sociedades contemporâneas, tais como a saúde ambiental do planeta, o equilíbrio das formações sociais, o movimento e as múltiplas dinâmicas do ser humano, entre outras. Neste contexto, a estatística desempenha um papel decisivo nas suas investigações. Em numerosas ocasiões, o ponto de partida das obras é uma fonte estatística pré-existente; no entanto, nos seus projetos mais recentes, os artistas têm incorporado o trabalho de campo como metodologia de investigação, gerando os seus próprios dados a partir da observação direta. Estas estatísticas não só constituem a base conceptual das obras, como também determinam a sua configuração formal.

Uma visão global da sua produção revela a forma particular como concebem cada projeto: como uma paisagem, entendida no sentido proposto pela teórica Rosalind Krauss ao desenvolver o conceito de escultura no campo expandido. Nesta perspetiva, as suas paisagens configuram-se como exercícios de cartografia total, onde predominam a documentação e o registo — tanto físico como simbólico — de determinados fenómenos biopsicossociais.