O Palácio 101, 2026
Strappo, acrílico sobre tela
162 x 130 cm (63,8 x 51,2 pol.)
A marca e o acidente confundem-se com a grafia e o gesto. A memória confunde-se com o relato, e a pintura confunde-se com o arquivo. O artista leva ao extremo, de uma forma bastante inovadora, a lógica moderna do original múltiplo. E desdobra, de uma maneira muito sutil, mas madura, a nossa compreensão material da superfície pictórica, enriquecendo a sua linguagem com técnicas artísticas mais relacionadas com disciplinas como a restauração e conservação de obras de arte, a museografia ou a arquitetura. Aquela visão, própria dos artistas renascentistas italianos, segundo a qual uma pintura é uma janela aberta (fluxo de ilusão arquitetónica) é aqui substituída por uma parede, um espelho de água, um corpo vacilante; um arquivo.


