Dea Gómez e Diego Omil colaboram desde 2012 sob o nome Los Bravú, desenvolvendo uma prática multidisciplinar em que a pintura continua a ser central. A sua linguagem figurativa distinta funde subtis tons surrealistas com virtuosismo neo-maneirista, articulados através de uma lógica refinada de colagem que reúne referências ao design contemporâneo, à cultura dos fanzines e aos meios de comunicação social, juntamente com ecos do Renascimento italiano e do realismo mágico do início do século XX.
Numa única tela, combinam diversas abordagens pictóricas, preservando a autonomia de cada elemento. As suas composições matizadas e concetualmente estratificadas elevam o imaginário vernacular e os ícones culturais de massas à escala monumental, oferecendo uma reflexão crítica mas intuitiva sobre a identidade, a representação e as realidades sociais em mutação da Europa contemporânea.
